Resenha: Quem é você Alasca?
Sinopse:
Quem é Você, Alasca?, romance de estreia de John Green, acompanha Miles Halter, um adolescente solitário e fascinado pelas últimas palavras de grandes personalidades. Cansado de sua vida monótona, ele vai para o colégio interno Culver Creek em busca do que chama de o “Grande Talvez”. Lá, ele conhece Chip “Coronel” e a enigmática, instável e apaixonante Alasca Young. Entre trotes e descobertas adolescentes, o grupo é surpreendido por uma tragédia inesperada que os força a encarar o labirinto do sofrimento humano e a busca por um significado para a vida e a morte.
Minha resenha após a leitura:
Existe uma profundidade avassaladora no final deste livro...
Uma delas: a de que não podemos salvar ninguém. Por mais que eles tentassem achar os “comos” e os “porquês”, nada faria diferença, porque agiram de forma costumeira diante de uma situação da qual não tinham ideia do resultado final.
E, parando para pensar, nós nunca sabemos quando falaremos nossas últimas palavras; por isso, também não sabemos como salvar o outro. A morte é, sim, repentina. É da sua natureza ser inevitável e, também, acontecer quando menos esperamos e da forma que não imaginaríamos. Os personagens descobriram isso da pior forma, infelizmente.
O mais interessante é que, mesmo nesse “labirinto de sofrimento” como é chamado no livro, ainda há vida dentro dele. Não ao negá-lo, mas sabendo que jamais seremos irremediavelmente feridos. Sei que sempre achamos que a nossa dor é o fim do mundo; eu mesma me sinto assim às vezes. Mas lembrar que superamos cada ferida, cada tombo e cada momento difícil pode nos trazer muita esperança. Porque pensar que já passamos por coisas bem piores e sobrevivemos é uma âncora, uma prova de que a vida continua mesmo após qualquer que seja o sofrimento. E, como seres humanos, sofrer é inerente à condição de existir. E esse livro me fez enxergar isso.
E mais: se não somos irremediavelmente feridos, há esperança. Essa é a mensagem que fica para mim depois dessa leitura, algo que eu havia esquecido dentro de mim.
Esse livro “bobo”, cheio de trotes, adolescentes bebendo e fumando, tem uma profundidade que bate forte aqui.
Dou nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
